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Autoridades japonesas consideram transplante de células em operários de Fukushima

       As autoridades japonesas estão a ponderar recolher e congelar células de trabalhadores e engenheiros da central nuclear de Fukushima, no caso de estarem expostos a perigosos níveis de radiação, segundo avançou hoje o diário britânico «The Guardian».

       Esta proposta é concebida como uma medida de precaução que poderá salvar a vida dos operários que se debatem por manter os reactores nucleares danificados sob controlo. Elevados níveis de radiação podem provocar doenças perigosas e até a morte, mas o estado dos pacientes pode ser tratado caso seja detectado a tempo e sejam submetidos a um transplante de células estaminais recolhidas antes da exposição.

       Segundo o jornal inglês, o procedimento requer que os trabalhadores tomem um medicamento durante vários dias, para que a medula óssea liberte células estaminais no sangue. Posteriormente, são ligados a uma máquina, onde o sangue é filtrado para que as células sejam extraídas. Esta técnica já é utilizada em pacientes para tratar cancro, em pessoas cuja medula óssea esteja danificada devido a quimio e radioterapia.

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Menina é curada de cancro com células estaminais de cordão umbilical

       Uma menina chamada Alba, da cidade de San Fernando (Cádiz, Espanha), tornou-se o primeiro caso a superar com êxito um cancro no cérebro após ser tratada com células estaminais do próprio cordão umbilical, conforme a companhia Crio-cord  (um dos bancos de conservação de células estaminais autorizados na Espanha).


       A menina, que nasceu sã em 2007, recebeu aos dois anos de idade um diagnóstico de meduloblastoma - um cancro de cérebro pouco frequente. Ao ser retirada a maior parte do tumor, depois de vários ciclos de quimioterapia, foi destruído não só o tumor maligno mas também o sistema sanguíneo da menina. A paciente foi submetida ao transplante de células estaminais do sangue do seu próprio cordão umbilical.

       Depois do transplante, as células estaminais migraram para a medula óssea, onde se multiplicaram e começaram a gerar glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas, iniciando assim a regeneração de seu sistema sanguíneo.

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Neurónios funcionais obtidos a partir de células do sangue do cordão umbilical

     Dado que o sistema nervoso central possui uma capacidade de auto-regeneração muito limitada, a terapia celular com células estaminais representa uma alternativa terapêutica promissora para diversas doenças neurológicas. Uma das estratégias que tem vindo a ser estudada é o transplante de tecido artificial produzido a partir de materiais de suporte biodegradáveis e células estaminais precursoras de neurónios. Num artigo publicado recentemente na revista Tissue Engineering, os autores utilizam linhas celulares neurais derivadas de sangue do cordão umbilical humano para a produção in vitro de tecido nervoso artificial.

       As estruturas tridimensionais criadas permitem que as células estabeleçam interacções entre elas, essenciais para a sobrevivência, multiplicação e diferenciação celular. Os resultados deste trabalho indicam que o sangue do cordão umbilical é uma fonte interessante de células estaminais com capacidade para originar neurónios funcionais em sistemas de cultura 3D.

Adaptado da revista “CRIONEWS”


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Células estaminais do cordão umbilical podem ajudar a tratar feridas de diabéticos

       As células estaminais do cordão umbilical podem ajudar a tratar as feridas dos diabéticos com a ajuda de células do sistema sanguíneo. Cientistas da Universidade de Coimbra conseguiram verificar a regeneração parcial de feridas em ratinhos com diabetes, utilizando as duas células. O estudo foi publicado esta semana, na revista científica Public Library of Science One (PLoS One).

Leia a notícia completa aqui.
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Transplante de células estaminais curou homem com VIH

Nos últimos anos, graças ao avanço da ciência e a custo de uma grande quantidade de medicamentos, quem sofre de VIH tem visto a sua qualidade de vida melhorar, apesar de não haver nenhuma cura conhecida… Até agora.
O norte-americano Timothy Ray Brown tomava um cocktail de comprimidos para combater o VIH desde 2003, apesar de sofrer desta doença desde 1995. Em 2006, descobriu que sofria de leucemia mieloide e, determinado a curar esta forma de leucemia, submeteu-se a um tratamento de alto risco.
Timothy iniciou um tratamento de quimioterapia, que destruiu grande parte das suas células imunitárias, e ainda radiação em todo o corpo, antes de realizar um transplante de células estaminais, acto a que aproximadamente um em cada três pacientes não sobrevive.
Mas Timothy Ray Brown sobreviveu, livrou-se do seu tipo de leucemia e, como se não bastasse, as células estaminais parecem ter curado também a infecção do VIH.
A meio do mês de Dezembro de 2010 os médicos alemães publicaram o seu estudo oficial. Este mostra que Timothy não exibe sinais de infecção do VIH e o seu sistema imunitário funciona de forma normal. Está curado.
Infelizmente a cura é, provavelmente, única. Esta foi uma técnica bastante arriscada, que dificilmente os médicos tornarão a utilizar em actos normais, já que os actuais tratamentos, apesar de não curarem são capazes de prolongar a vida dos pacientes durante largos anos.
Mas este processo de cura é, assim, mais uma etapa para se chegar à solução deste mal.


Adaptado de: aeiou.expresso.pt
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Fazer sangue a partir de células da pele para tratar cancro

Investigadores especializados em células estaminais descobriram um novo método de fabricar sangue a partir de pele humana, que pode ser aplicado no tratamento de cancros, revela um estudo canadiano.
Este método emprega células da pele de uma pessoa para as transformar em células sanguíneas com o mesmo perfil genético sem precisar de usar células estaminais embrionárias, indica o estudo da revista Nature.
O facto de não recorrer a processos complexos e eticamente controversos permite uma utilização mais simples, segundo os investigadores responsáveis pela descoberta.
"Pensamos que no futuro poderemos criar sangue de uma maneira bem mais eficaz", frisou Mick Bathia, autor do estudo e investigador do Instituto McMaster da Escola de Medicina Michael G. DeGroote, em Hamilton, na província de Ontario.
A perspetiva de fazer uma transfusão num paciente com sangue proveniente da sua própria pele deixa antever um futuro em que já não seja preciso recorrer a bancos de sangue.
Em relação à utilização de células embrionárias, este método tem ainda a vantagem de não apresentar tanto risco de desenvolvimento de tumores.

(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)

Retirado de sic.sapo.pt

Este estudo realizado no Canadá dá-nos a conhecer mais umas das muitas potencialidades das células estaminais e que as investigações realizadas com estas células são cada vez mais, e mais avançadas.
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É ajuda para quem espera um transplante:

 Quais são as implicações da investigação para o tratamento de doenças do fígado?
Temos de nos lembrar que o grande problema é a falta de órgãos para o transplante. Produzir células do fígado através de células estaminais pode ser importante para auxiliar alguém que aguarde por um transplante.
 

Mas o investigador Pedro Baptista fala mesmo em ter um órgão para fazer o transplante...
Não sei se isso será possível. Talvez num horizonte longínquo. Estamos a falar de um órgão muito complexo, com mais de cinco mil funções. Nem o fígado artificial acabou por resultar como se queria. Mas estas investigações têm um interesse comercial muito forte por trás. Se calhar, ainda não se sabe tudo. 

Se se conseguir fazer este transplante em humanos haverá novos riscos?
Serão os mesmos dos outros transplantes. Terá de se ter atenção à rejeição. 

O facto de ser um português a liderar uma investigação desta importância vem valorizar a comunidade científica nacional?
Considero que é muito importante, pois demonstra que temos pessoas com cabeça e com a gestão adequada podem alcançar feitos importantes.

(4 perguntas a... Rui Tato Marinho)
(artigo retirado de: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1705388&seccao=Sa%FAde)
 
Interessante notícia do Diário de Notícias que nos mostra uma das potencialidades do uso das células estaminais e ainda que esta investigação esteja a ser liderada por um português. Esperemos que surjam mais desenvolvimentos em breve.
 
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